Treze Futebol Clube- Estádio Presidente Vargas. Campina Grande, setembro de 1971. Esta é uma outra formação bem diferente. Da esquerda para direita. Em pé: Pedro Soares- Edmilson- Lineu- Milton- Soares e Válter. Agachados: Beto- Haroldo- Zé Pequeno- Zé Maria e Hélio. Desta equipe, vieram do futebol pernambucano neste ano de 1971, em momentos diferentes: Zé Maria e Hélio não lembro de quais clubes, Lineu e Beto vieram do Santa Cruz Futebol Clube e Milton, do Sport Club do Recife. Estes últimos, Lineu e Beto pelo Santa Cruz, e eu pelo Sport, tínhamos disputado o Campeonato de Juvenis e Aspirantes de 1970 e 1971. Zé Maria e Hélio ficaram pouco tempo no Treze e voltaram para Recife, onde o primeiro,Zé Maria, posteriormente ficou e fez uma boa temporada no Clube Náutico Capibaribe 1974 e 1975 e posteriormente no Central de Caruaru, que também disputava , com uma ótima equipe o campeonato pernambucano.
Durante os meses de agosto a dezembro de 1971 o Treze Futebol Clube, participou de muitas competições aqui na Paraíba e nas seguintes capitais e cidades: São Luís-MA-, Teresina-PI, Fortaleza e Juazeiro-CE-, Natal- RN-,Garanhuns -PE; Maceió-AL-, Aracaju-SE-; Salvador e Alagoinhas- BA, . Estes jogos foram disputados com os seguintes clubes: aqueles participantes do campeonato paraibano-Campinense, Botafogo, Auto Esporte, Guarabira, Esporte de Patos e União de João Pessoa. De outros Estados: Sampaio Correa, Ferroviário e Moto Clube do Maranhão; River do Piauí; Ceará Sporting do Ceará; América, Alecrim e ABC do Rio Grande do Norte; Associação Atlética de Garanhuns AGA- e América de Pernambuco, Centro Esportivo Alagoano- CSA e São Domingos de Alagoas, Confiança e Sergipe de Sergipe, Atlético de Alagoinhas de Alagoinhas e Esporte Clube Bahia de Salvador, ambos na Bahia. Jogos amistosos, Torneio Cidade de São Luís, em São Luís do Maranhão. Neste último, fomos campeões invictos do torneio, e também Adelino recebeu o troféu de artilheiro da competição. Pena, que a Diretoria do Treze, não conseguiu, possivelmente por razões financeiras, manter no elenco os atletas Beto e Lineu, para o Campeonato Paraibano de 1972. Joguei com ambos em todos estes jogos aqui na Paraíba e nos outros Estados do Nordeste. A equipe apresentava bom entrosamento e um futebol de bom nível. Ambos somente somavam qualidade e técnica ao bom futebol apresentado pelos demais companheiros. Em jogos sempre ocorrem baixas por contusões. Isto é fato. Com a presença destes dois atletas não havia problemas de continuidade no desempenho. As vezes até melhorava. Beto pela velocidade e habilidade. Lineu pela segurança e categoria para desarmar jogadas. Zagueiro técnico, firme, corajoso e de bom porte e boa altura. Tenho excelentes lembranças nos jogos em que formamos a dupla de zagueiros do Treze. Juntava-se a isto, ser um ótimo amigo, fora de campo. O desempenho do Treze Futebol Clube, durante este giro pelo Nordeste do Brasil, frente a estas ótimas equipes foi muito bom, Deixando ótima impressão do nível do futebol paraibano. Lineu e Beto, no final de 1971, voltaram para o Santa Cruz. Posteriormente, Lineu foi para o futebol cearense, conquistando o campeonato cearense, pelo Ceará Sporting.
sexta-feira, 10 de abril de 2020
quinta-feira, 2 de abril de 2020
Treze Futebol Clube. Estádio Plínio Lemos, Campina Grande.Campeonato Paraibano de 1972, Formação da equipe, Da esquerda para direita. Em pé: Dedé- Edson- Milton -Pedro Soares- Assis Paraíba- Heliomar e Caixão. Agachados: Josa- Haroldo- Adelino- Zé Pequeno e Vandinho. O Zagueiro Central, Milton, está com a cabeça pelada porque tinha sido recentemente, em janeiro de 1972, aprovado nos Exames vestibulares da Universidade Federal da Paraíba, para a Escola Politécnica de Campina Grande, -POLI- para o curso de Engenharia Civil e após cinco anos, em 1977, concluiu. Capacitando-se em seguida, fazendo mestrado e doutorado e seguindo a carreira docente, na Universidade Federal da Paraíba-UFPB, hoje UFCG, em Campina Grande.
O nível desta equipe era muito bom. Um excelente meio campo com Assis e Zé Pequeno e uma linha com jogadores aguerridos e de muita habilidade. Assis depois foi para o Sport Club do Recife e teve grande projeção, com destaque nacional. Campina Grande, Paraíba- Brasil, 1972.
Equipe de Aspirantes do Sport Club do Recife. Estádio da Ilha do Retiro- Recife-Pernambuco -Brasil, 1970.
Formação da equipe, da esquerda para direita. Em pé: Batista- Marcos- Miranda - Lula Pereira- Milton e Adeildo. Agachados: Galeguinho- Icinho- Beto- Luís Carlos e Dunga. As duas crianças( mascotes da equipe) , são filhos de senhores diretores do Sport Club do Recife.
O Campeonato de Aspirantes em 1970 era formado já com os atletas que se profissionalizaram. Era realizado após o término do Campeonato de Juvenis. À época, tinha ocorrido uma recente mudança na legislação esportiva. O limite de idade para atletas juvenis diminuiu, passou a ser 18 anos em lugar de 20 anos, como era antes estabelecido. Os Clubes de Futebol, através dos seus dirigentes, questionaram muito à CBD -Confederação Brasileira de Futebol- esta redução de idade para 18 anos. Isto porque, segundo eles, faziam investimentos por vários anos no atleta nas categorias de base, e poucos teriam condições de se tornarem profissionais com dezoito anos, devido ainda estarem em formação física e também psicológica. Era necessário um período de amadurecimento maior do jovem atleta no clube, dentro da categoria de juvenis, no caso até os vinte anos, para um desenvolvimento completo de sua constituição física e emocional, após isto o aproveitaria para o profissional ou o dispensaria. Dispensa prematura, do atleta com 18 anos, podia ou perder-se um futuro bom profissional de futebol, até um craque, ou também se aproveitado, profissionalizando-o, e posteriormente lançado em uma partida de futebol profissional, e sem ainda estar emocionalmente preparado, vir a destruir uma carreira promissora. Isto devido a grande pressão psicológica, cobranças da torcida e críticas oriundas da impressa ou quaisquer outras que são comuns no futebol profissional antes, durante e depois de um jogo.
Desta equipe, Batista, Marcos, Miranda, Lula Pereira , Adeildo, Icinho , Beto e Dunga, ficaram em Recife. Milton, zagueiro central. veio emprestado, por um ano, agosto de 1971 a agosto de 1972, para o Treze Futebol Clube de Campina Grande- Paraíba, onde disputou o Campeonato do Nordeste de 1971 e o Campeonato Paraibano de Futebol de 1972. Luís Carlos, meio campo, posteriormente veio a jogar no Campinense Club em Campina Grande. Lula Pereira, quarto-zagueiro, jogou alguns anos e após, seguiu a carreira como treinador de futebol de alguns clubes do Nordeste. Agradeço muito, pela excelente orientação, preparo, educação e disciplina, durante vários anos no Sport Club do Recife aos treinadores; os Senhores, Batista 1-Treinador das equipes do Infantil, Infanto-juvenil-1966- 1967 e 1968 e Batista 2 da equipe do Juvenil de 1969 e Dante Bianchi, Equipes juvenil e Aspirantes de 1970, este de nacionalidade argentina; Carlos Castilho, ex- goleiro da seleção brasileira-1954, 1958, 1962- e bi-campeão mundial de Futebol de 1958 e 1962 na Suécia e no Chile, respectivamente; Jorge Vieira e Alfredo Gonzalez já na Equipe Profissional. Os quatro últimos, todos treinadores de grandes equipes do Brasil, Portugal e Argentina nas décadas de 1960, 1970 e 1980, foram também ex-atletas destes países. Também agradeço aos preparadores físicos, o Capitão e posteriormente Major da Polícia Militar de Pernambuco Adelson Wanderley e Rubens Catunda.
Minha gratidão ao Sport Clube do Recife, que foi "minha casa", onde lá treinava e me preparava diariamente desde os treze anos, quando iniciei nas categorias de base de futebol. Tenho profundo respeito e gratidão por esta agremiação. Lá complementei minha formação familiar; educacional dos Colégio Salesiano e Americano Batista, e cívica com a Prestação do Serviço Militar no Exército Brasileiro. O Sport Club do Recife foi, para mim, muito mais que um Clube de Futebol Profissional. Foi uma Escola. Aprendi valores de formação do caráter e respeito a mim mesmo e aos outros. Formei grandes amigos. Os Esportes, quaisquer que sejam, mais importante do que títulos, honras e glórias, pois tudo isto passa, formam cidadãos e cidadãs de bem, respeitosos e de caráter para a sociedade em que vivem. Ensinam a disciplina, hierarquia, a competir, a ter foco e renúncia para atingir objetivos. Ensinam que, se você se prepara poderá ganhar, mas se não se prepara, não treina para competir, tem grandes chances de perder. Os esportes, quaisquer que sejam, servem de modelos de excelência para as atividades da vida.
Gostaria também de ter informações destes excelentes atletas e amigos de longo convívio em inúmeros treinos, jogos e concentrações onde, nas experiências vividas ao longo de anos, neste momentos, e foram muitas, de fortíssimo cunho emocional, são formados grandes, verdadeiros e inesquecíveis laços da amizade que nos acompanham por toda a vida. Recife, Pernambuco, 1970.
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